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Remisson Aniceto

remisson8@yahoo.com.br

O rio e a avenida

Na avenida nova da margem do rio

Fui encontrar o meu antigo amor.

Ventava forte e eu sentia tanto frio!

Quando a abracei e a beijei, ai que calor!


Mais um e outros tantos beijos e abraços,

De manhã e de noite naquela avenida...

Depois de longo tempo longe dos seus braços...

Muitos anos vivendo... e sem viver a vida...


Ah! Copacabana que não conhece o mar,

Avenida somente do velho rio namorada.

Agora poderão viver juntinhos a se amar,

Dia e noite, a vida toda de mãos dadas.


Hoje a imensa tristeza não me namora

E a minha felicidade já não é quimera.

A ingrata solidão há muito foi embora

E logo chegará ao fim a minha espera.


Longe do meu amor, eu era solidão e tristeza

E o rio, sem a avenida, deslizava triste e frio.

Agora, faço da esperança a minha riqueza

E a jovem avenida namora o espelho do rio.